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Fiscalização resgata 18 trabalhadores de situação análoga à escravidão em propriedade rural de Ivaté

Publicada em: 12/07/2026 17:38 -

Ação conjunta do Ministério Público do Trabalho e do BPFron identificou graves irregularidades e garantiu acolhimento às vítimas em Umuarama

Uma operação conjunta realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) identificou uma situação de trabalho análogo à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural de Ivaté, no noroeste do Paraná. A fiscalização ocorreu após uma solicitação de apoio feita pelo MPT de Umuarama, que investigava denúncias relacionadas às condições de trabalho oferecidas a empregados rurais.

A ação teve como objetivo verificar possíveis violações à legislação trabalhista e garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores. Durante a inspeção, as equipes localizaram 18 trabalhadores rurais na propriedade. Todos foram entrevistados individualmente por representantes do Ministério Público do Trabalho para que fossem apuradas as condições em que exerciam suas atividades.

Após a análise técnica realizada pelos peritos do MPT, foram constatadas diversas irregularidades que caracterizavam um ambiente de trabalho degradante, enquadrado como condição análoga à escravidão. Diante das evidências, foi determinada a imediata retirada dos trabalhadores da propriedade, priorizando a preservação de sua integridade física e de seus direitos fundamentais.

Além do resgate, as vítimas receberam orientações sobre os direitos trabalhistas garantidos pela legislação brasileira e sobre os procedimentos que serão adotados pelos órgãos competentes para assegurar a reparação das violações identificadas.

Após deixarem a propriedade, os 18 trabalhadores foram encaminhados para uma casa de apoio em Umuarama, onde receberam acolhimento e permaneceram sob acompanhamento das autoridades. Eles também deverão ser assistidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que dará continuidade às medidas administrativas e legais cabíveis, incluindo o pagamento das verbas rescisórias devidas e demais providências previstas para casos dessa natureza.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a atuação integrada entre os órgãos de fiscalização é fundamental para combater práticas ilegais no meio rural e garantir condições dignas de trabalho. O MPT destacou que continuará acompanhando o caso para responsabilizar os envolvidos e assegurar que os trabalhadores tenham seus direitos plenamente respeitados.

O combate ao trabalho análogo à escravidão é uma das prioridades dos órgãos de fiscalização no país. A prática é caracterizada por situações como condições degradantes, jornadas exaustivas, servidão por dívida ou restrição da liberdade do trabalhador, sendo considerada uma grave violação aos direitos humanos e passível de responsabilização nas esferas trabalhista, cível e criminal.

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